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Sobre Amor, Êxtase e Pepinos (Por Nina G)

Uma vez ele me disse:

“Antigamente se faziam juras de amor. Hoje, fazemos juras de tesão…”

“Ora, e por acaso tesão não é uma forma de amor?” – respondi.

…………………………

Sou, à minha maneira, uma romântica incurável…

Outro dia me lembrei de uma música que me fazia chorar quando eu tinha 16 anos. Achei e salvei na minha playlist do Spotify: “Êxtase”, do Guilherme Arantes.

Datada, mas ainda me emociona.

 

Então estava hoje pedalando contra o vento, ouvindo música e tendo pensamentos filosóficos aleatórios que me tirassem o foco do esforço físico.

Lembrei das juras de tesão que fazíamos e de como aquilo nos excitava.

Lembrei do dia em que filmei os vídeos dos pepinos…

De como eu ri sozinha no supermercado, sabendo em segredo a que eles se destinariam. (As donas de casa dos Peg-Pagues do mundo não faziam ideia!)

E de como os escolhi criteriosamente, fotografei na hora, no carrinho de compras, e mandei pra ele pelo whatsapp:

“Esse é pra frente” – um pepino comum, grande e roliço.

“Esse é pra trás” – pepino japonês, fino e comprido.

O interessante dessa história é que o tesão não é ser penetrada por um vegetal grande, roliço, geladinho ou o que quer que seja, em um ou no outro orifício, enquanto se filma.

Pelo menos não pra mim.

Pra isso, fico na minha intimidade com o meu brinquedo…

O que me excita enormemente é a antecipação da excitação que ele sentiria vendo.

O que me dá tesão é a conexão que se estabelece com quem vai assistir.

Tesão é conexão. Conexão é amor.

Sem conexão, vira só mais um gesto mecânico. Um esforço físico. Um pedalar contra o vento…

Na melhor das hipóteses, um ato de exibicionismo. Às vezes se exibir é bom e me faz bem. Mas conexão é  outra coisa.

Há muito mais na sexualidade feminina, ou pelo menos na minha, do que supõe a vã filosofia masculina…

E era exatamente nesse desencadear do pensamento que eu me encontrava quando “Êxtase” começou a tocar na playlist.

Meus olhos marejaram instantaneamente. A música ficou datada, mas ainda me emociona.

Cheguei ao final da ciclovia da Reserva. Dei meia-volta, botei “Êxtase” no começo de novo, aumentei o volume e pedalei com vontade, agora que o vento estava a favor, cantando a plenos pulmões:

“Eu nem sonhava te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol no meu peito
Quero acordar te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado…

Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amooooooooor”

Lágrimas escorrendo…

 

Sou uma romântica incurável.

Faço vídeos com pepinos.

Uma coisa não impede a outra, pelo contrário.

09/05/2017

Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

Sobre Nina G

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Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

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