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PRAZER É EGOÍSTA: Mulher, você primeiro!

Existem diversas pesquisas que afirmam a dificuldade da mulher de chegar ao orgasmo. Em 2000, a American Medical Association reportou que 43% nunca — ou raramente — chegaram ao orgasmo, e acredita-se que essa porcentagem seja ainda maior. O problema não é reconhecer que existe uma dificuldade, e sim de que ordem é essa dificuldade e como ela pode ser vencida. Com tanta repressão envolvida, não podemos ignorar o lado psicológico. Porém, como ainda estamos no início das nossas descobertas, o que achamos que é psicológico hoje pode vir a ser fisiológico amanhã.

Está óbvio que para a maioria das mulheres é necessário reavaliar e redefinir o sexo para si mesmas e, consequentemente, para o parceiro. Se satisfazer o parceiro é prioritário, encontramos o primeiro erro. Afinal, a prioridade tem que ser você. Sexo não será bom para nenhum dos dois se você não se colocar em primeiro plano.

A partir do momento que você está se divertindo, se sentindo à vontade e legitimamente procurando o prazer, garanto que ele vai estar no céu! A mulher precisa entender que aquilo que deixa o homem mais satisfeito é vê-la com tesão e curtindo a transa. Então pare de pensar tanto nele e concentre-se em entrar em contato com o seu prazer.

É importantíssimo que você esteja concentrada naquilo que está fazendo. Só assim você poderá ter a verdadeira experiência sexual. Os sentidos são fundamentais no sexo e, se a sua cabeça está em outro lugar, você não poderá sentir, nem ouvir, nem degustar, nem visualizar o que está fazendo com a intensidade desejada.

Já sabemos que não é simples para a mulher: ela não está acostumada a se permitir ter prazer, logo, não espera por ele. É fácil encontrar mulheres que esperam uma relação unilateral com relação ao sexo, ou seja, o parceiro introduz o pênis, ele entra e sai da vagina até se satisfazer. Quando acaba, ele vira para o lado e dorme, deixando ela a ver muito mais do que navios.

Essa é uma situação muito frustrante para a mulher, pois se sentir um buraquinho é o pior que pode acontecer. Depois de passar por experiências assim, a mulher se sente inadequada e vê o sexo como algo dispensável, algo que simplesmente não é para ela. É necessário que ela sinta uma frestinha de prazer sexual para começar a pensar que pode haver algo além do que está vivendo. O problema é quando esta frestinha demora anos e muitos parceiros até aparecer. E muitas vezes, quando aparece, a mulher faz descaso, pois é difícil acreditar que a vida pode ser melhor e que ela merece sentir algo prazeroso. É mais fácil dispensar essa ideia e continuar vivendo no mundinho que você conhece e se sente confortável.

O corpo é uma ferramenta essencial no sexo, além de uma obsessão mundial. A eterna obrigação da mulher de ter um corpo perfeito não ajuda em nada a sua relação com o sexo. O principal problema é que as mulheres nunca estão satisfeitas com seus atributos e isso se reflete, e muito, na cama. Elas estão mais preocupadas com o que o parceiro vai ver do que com o que vai acontecer de fato. O mais louco é que, cientificamente, os homens se sentem mais atraídos por mulheres com curvas do que por aquelas magras demais — não querendo desmerecer o valor de uma silhueta mignon.

A baixa autoestima é uma das grandes barreiras no sexo, uma vez que a autoconfiança é provavelmente o maior atrativo que uma pessoa pode ter. A insegurança, por sua vez, é mais broxante.

É difícil se aceitar como você é. Aliás, acho que não há ninguém que eu conheça que se aceita exatamente como é, para você ver como realmente é difícil. Mas uma coisa é certa: nós, mulheres, nos concentramos mais nisso do que os homens. No ato sexual, então, eles não querem nem saber. Meu marido diz o seguinte: “Não importa se a mulher é ‘feia’ ou ‘gorda’, o homem é tão animal que acha um ângulo e ‘vai’.” Ou seja, nós é que nos importamos com isso.

Digo tudo isso porque também sofri com esse problema durante algum tempo. Aliás, em geral nós nos achamos bem mais gordas do que realmente somos. E nossa autoimagem nos consome a um grau tão alto que quase nos enlouquece! Apesar de sabermos que o peso ideal que as revistas mostram é irreal, e que essas mulheres não são a maioria, continuamos insistindo em chegar lá!

Não está na hora de mudar o disco? Ou de dar uma folga pelo menos na hora da transa? É realmente necessário acordarmos para o mal que essa mania de magreza nos causa e tomarmos uma decisão consciente: não vamos ser escravas de conceitos impossíveis de atingir! Resumindo, o cara está lá, numa boa, relaxado, gozando feliz, e a gente está tensa, preocupada se ele está vendo nossas gordurinhas a mais! Nada a ver, não é? Nessa a gente não pode culpar os homens, porque criamos e vivemos essas sensações sozinhas. Logo, quem perde, definitivamente, somos nós!

08/03/2018

Tatiana Presser

Psicóloga & Sexpert

Sobre Tatiana Presser

Tatiana Presser
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2 comentários

  1. Obrigado Vinicios o link foi muito valido.

  2. Maravilhosos! Muito obrigado!!

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