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O Voyeur (Por Nina G)

Você disse que queria ser meu Voyeur Número 1.

Ler as minhas histórias não te bastava. Queria escutá-las em primeira mão. Queria ver com seus próprios olhos.

Sonhava em poder viver essas aventuras comigo, mas não era possível… Então se contentava, por ora, em ser meu espectador.

E seu tesão por mim me enchia absurdamente de tesão também.

Alimentei o seu fetiche te mandando todos os meus vídeos – os salvos no meu “stock” pessoal e os feitos com exclusividade pra você; em que aparecia sozinha ou em ação…  –, além de centenas de áudios picantes e super chulos, que você respondia com voz sussurrante e conteúdo igualmente picante e chulo.

Te contei todas as minhas fantasias. Te mostrei tudo o que dava pra mostrar.

E te fiz imaginar o resto…

 

“Um amigo vem aqui em casa agora. Disse que tá morrendo de saudades do meu boquete…” – escrevi, uma tarde.

“Aproveita. Depois me conta. Com detalhes”

O amigo veio. Rolaram uns amassos. Ele sentou no sofá e eu na banqueta em frente. Tiramos uma foto do boquete. Ele tinha vindo mal – ou bem – intencionado, com uma camisinha no bolso. Acabamos transando.

Te mandei a foto. Me esmerei relatando os detalhes, apesar de ter sido só uma rapidinha.

Você adorou a foto. Se excitou com os detalhes, principalmente do boquete.

Mas, apesar de disfarçar, senti um pontinha de ciúmes nos seus comentários.

 

Terça-feira de carnaval, recebi uma mensagem do casal com quem transo de vez em quando:

“Dizem que quem não “brincar” até amanhã vai enfrentar um ano de azar no sexo!”

“Opa, não podemos correr esse risco!!” – respondi, rapidamente.

Naquela noite, você mal conseguiu dormir de ansiedade, esperando pelo meu relato.

Foi de fato uma louca folia a três e na volta me alonguei cansada na rede da varanda e esmiucei a transa pra você, por áudio – caprichando nos palavrões, como você gostava –, prolongando ainda mais o meu prazer:

“Então nós duas chupamos ele juntas, nos beijando quando chegávamos na ponta…”

“…Ela pegou no armário um pau enorme de silicone, com uma cabeça de cada lado. Cada uma de nós penetrou uma ponta até roçarmos boceta com boceta… depois fui por cima…”

(Fiz durar esse trecho ao máximo, pois sabia que te excitaria horrores…)

“…Gozei segurando o vibrador sobre o clitóris, enquanto ele me dedava bem fundo e cada um me chupava um peito… Foi muuuuuito bom…”

Ao fim, para ilustrar, várias fotos dos três na cama.

Você ficou alucinado!

Na quarta-feira de cinzas, me disse que tinha sido o melhor carnaval da sua vida.

Um carnaval em que transei com outras pessoas, você passou com a sua família e não nos encontramos…

Mas também um carnaval que curtimos enormemente juntos. Quase o dia inteiro conectados. Com um tesão constante e avassalador.

 

Um outro amigo me procurou no sábado seguinte. Estava sozinho em casa e não queria assistir ao Desfile das Campeãs na televisão.

“Vem me visitar… ; )”

Me deu uma certa preguiça… Inventei desculpas mas ele insistiu. Era um cara bacana. Gostoso. Carinhoso. Tivemos boas transas antes. Inclusive filmamos uma vez e você assistiu. Pensei nos áudios que poderia te mandar depois… Acabei indo.

Na volta, no entanto, meu relato foi bem morno…

Estendi o quanto pude os melhores momentos e você conseguiu extrair prazer do pouco que te ofereci daquela vez. Mas, assim como eu, se sentiu frustrado.

Pois a verdade era simples e nós dois sabíamos: eu tinha ido encontrar o cara errado.

Meu querido Voyeur Número 1… aqui chegávamos a um impasse:

Você adorava me ouvir e me ver, mas queria mesmo me comer…

Eu tinha prazer em te contar as minhas transas e te provocar…

Mas, naquele dia, na semana seguinte, hoje, enquanto escrevo e talvez quando você estiver lendo, o que eu queria mesmo era transar COM VOCÊ…

27/03/17

Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

Sobre Nina G

Nina G
Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

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