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Depois banheira - O Ortodoxo (Por Nina G)

O Ortodoxo (Por Nina G)

Ele era francês. Muito jovem. Me mandou uma mensagem no app gringo. Mais um jovem francês que me mandava mensagem no app gringo…

Que bom, você fala francês! Gosta de homens mais novos? Tem planos de vir a Paris? Ah, que pena…

Mas havia uma urgência, uma tensão, alguma coisa nas suas fotos…

“Tu es religieux ?” – perguntei.

Sou-judeu-me-tornei-muito-religioso-faz-um-tempo-não-encosto-(literalmente)-em-uma-mulher-há-dois-anos-fiquei-noivo-mas-só-nos-beijamos-não-deu-certo-terminamos-estou-sozinho-numa-banheira-vamos-trocar-algumas-fotos?

“Est-ce que tu as snapchat?”

Baixou na hora.

Mandei o primeiro vídeo tirando a calça. Ele mostrou a banheira. Baixei lentamente a calcinha e passeei de leve com a ponta dos dedos onde antes ficavam meus pêlos. Ele mostrou a ponta dos dedos dos pés saindo da água. Tirei a camiseta. Ele mostrou a ponta do pau saindo da água.

“Me mostra o seu rosto” – pediu.

“Não posso”

“S’il te plaît !”

Lembrei que no snap o vídeo se deletaria sozinho em alguns instantes.

Comi uma azeitona. Lambi lentamente depois mordi. Saboreei seu sal. Cuspi o caroço.

Era a vez dele. Sua barba espessa de rabino me causou um certo estranhamento. Seu olhar era de sede. Sua boca era carnuda como a azeitona. Os dentes da frente separados. Passou a língua nos lábios, passou a língua entre os dentes. Lambeu seus dedos. Aquilo era incrível. Melhor do que trinta vídeos de pau. Aquele vão entre os dentes me chamava para entrar na sua boca sensual. Meus dedos roçariam sua barba, primeiro sutilmente depois com força, puxaria seu rosto contra o meu, nossas línguas se tocariam no caminho, girariam lentamente, até que meus lábios se afundassem nos seus, sua urgência seria minha, sua sede eu mataria.

Lambi meus lábios e sussurrei seu nome.

Ele lambeu os seus. Mordeu levemente o de baixo. Falou meu nome à la façon française, extendendo a primeira sílaba, acentuando a segunda. Seus dentes separados à mostra, sua língua subindo e descendo com volúpia. Adoro quando dizem meu nome.

Aquilo foi um marco.

Todos sabem mostrar seus paus, fazê-los crescer e jorrar. Mas é preciso muita sensualidade, muita urgência, para enlouquecer uma mulher apenas sussurrando o seu nome.

Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

Sobre Nina G

Nina G
Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

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2 comentários

  1. Fechou com o ultimo trecho da crônica , Nina … Tomara q muitos homens leiam!!! Se me permitir vou usar esse trecho em comentários para servir de toque para esses pobres homens q n tem o menor tato com as mulheresParabéns, vc eh o must na colocação das palavras.Beijos

  2. Nina G

    Parece simples mas tem um caras que não entendem, né? 😉
    Obrigada!
    Beijão!

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