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La Playa (Por Nina G)

Era a noite de um feriado de sol e calor. O primeiro antes do verão… Cheguei em Ipanema duas horas e meia depois de sair de casa, depois de dois BRTs e um ônibus executivo. Depois de engarrafamentos na Barra e em São Conrado. Cansada e estressada. Ele me esperava há uma hora no posto 9. Era chileno. Bonito. Todo pequeno e ajeitadinho. Tinha 35 mas parecia menos. Era chef de um restaurante sofisticado. Falava mal português mas se esforçava.

Alguma coisa de cara não bateu. Alguma coisa no seu hálito, “um lance de pele”, como dizem, mas ao contrário. Alguma química que faltou entre a gente. Mas ele não percebeu. Propus uma cerveja para ver se melhorava. Bebemos no quiosque. Relaxei mais. Fomos caminhar na areia. Nos beijamos com um certo ardor. Mas aquela coisa no seu hálito… e todas as pessoas em volta… fiquei incomodada.

Minha roupa era curta e leve. Ele escorregou facilmente sua mão dentro da minha calcinha. E me penetrou com um dedo, bem firme e profundo, enquanto me beijava. Ah, foda-se o seu hálito! Fodam-se as pessoas!

Acariciei seu pau através da calça jeans. Fazia um volume grande para o lado. Abri o botão e o fecho eclair e botei pra fora.

“Ah, tá maluca! Esso no pode!”

Fechou tudo de volta. Caminhamos mais um pouco. Fui ao banheiro no Caesar Park. Expliquei para ele que tenho cara de gringa e aqui isso abre muitas portas.

Ele achou engraçado eu ter cara de gringa e livre acesso ao hotel de luxo quando na verdade o estrangeiro era ele.

Sentamos na areia. Tinha uma moça à nossa frente, fumando e observando o mar. Tinham vários garis à nossa volta, limpando a imundice do feriado. Tinha um vendedor de mate que sentou ao lado da moça e puxou assunto com ela enquanto cravava os olhos na gente, esperando ver até onde iríamos.

Eu queria uma aventura.  Transar na praia. Na beira do mar. Uma rapidinha. Queria uma rapidinha e depois ir pra casa. Ele não teve coragem. Ele não quis ir na beira do mar. Ele não queria rapidinho. Ele não queria botar o pau pra fora.

Acariciei-o por dentro da calça. Acho que estava sem cueca. Gostei do tamanho e da sensação – mas nem pensar em botar pra fora!

Não tinha vontade de beijá-lo. Não gostei do contato da sua pele. Aquilo tudo me cansou. O cara do mate nos olhando o tempo todo com um sorriso malicioso me cansou. Os garis e a moça em volta me cansaram… O seu português ruim que nem sempre me atendia – e às vezes entendia o oposto – me cansou. Minhas carícias sem posição dentro da calça dele me cansaram…

Foi então que ele introduziu uma mão no meu sutiâ e apertou lentamente o bico do meu peito, como eu gosto. E abaixou mais minha calcinha. E cravou dois, três, quatro – sei lá quantos!! – dedos em mim. Firme e forte. Bem no fundo. Entrando e saindo. Beeeeem no fundo.

Fechei os olhos e gemi baixinho…

E que se fodam o seu hálito, a química, a pele, o portunhol, o cara do mate, a moça, os garis, o novo prefeito, toda a população de Ipanema! Fodam-se a praia, o Caesar Park, o BRT lotado, a minha falta de carro, de dinheiro, de vergonha, o engarrafamento, os braços fortes do outro crush comparados à pequenez desse, a falta de inteligência de quase todos eles… Faz isso mais meia hora POR FAVOR e todos os meus problemas estarão resolvidos!!

Nos despedimos como namorados quando o Uber parou na porta do hotel.

“Vamos a terminar esso otro dia.”

“Vamos!”

Não vamos.

11/04/2017

Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

Sobre Nina G

Nina G
Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

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