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Histórias de Swing #2 (Por Nina G)

Meu parceiro – que vou chamar aqui de “P” – gosta de circular pelos corredores estreitos em que ficam as cabines privadas. Ele gosta das situações que surgem ali.

E de espiar pelos buracos quando outros casais usam as cabines.

A mim, tudo interessa. Gosto de observar inclusive os caras que vão sozinhos e só ficam espiando outras pessoas transando, alguns com o pau no buraco.

Os punheteiros…

Me deixam curiosa!

Acho meio louco, solitário e bestial.

Homens como outros quaisquer à luz do dia. Mas ali, naqueles corredores, totalmente entregues aos seus instintos mais primários…

Na realidade, apenas um nível ou dois acima de nós na escala de loucura coletiva na qual nos inserimos todos.

Pois bem. Passamos pelos corredores algumas vezes naquela noite.

Notei logo esse cara: na faixa dos 40, bonito de rosto, corpo aparentemente sarado, bem vestido, barba aparada.

Sozinho.

Cara de tarado.

Passamos por ele. Meu olhar se fixou no seu por uma fração de segundos. Desviei. Ainda fico tímida. Preciso trabalhar isso…

– O barbudo ficou de olho em você – disse P.

Da vez seguinte em que passamos por lá, de mãos dadas, o barbudo veio andando na nossa direção. Falei alguma coisa pro P bem na hora que nos cruzamos, mas cuidei para que meu braço roçasse de leve no seu.

O barbudo notou a intenção.

Em outra ocasião, nos esbarramos numa curva e toquei em alguns dedos da sua mão com alguns dedos da minha. Beeem sutilmente.

Ainda agora sinto tesão lembrando desse mínimo contato e de como me acendeu na hora.

– O barbudo tá louco pra te comer…

Tinha sido uma noite estranha e meio frustrante. P é um ótimo parceiro e temos carinho um pelo outro, mas sinto falta de circular mais livremente.

Ele percebeu e foi generoso, como sempre:

– Vou dar um pulo no banheiro. Vê aí o que você desenrola durante esse tempo. Te espero lá fora.

Voltei à entrada do corredor.

O barbudo estava parado bem na minha frente.

Olhei pra ele. Desviei pro chão (preciso mesmo melhorar isso…). Olhei novamente pra ele.

Ele me encarava.

Olhos cintilantes. Selvagens.

Boca entreaberta.

Cara de tarado.

Colocou a sua mão em cima do pau por sobre a calça. Esfregou de leve, como que explicitando seu interesse. Sem parar de me olhar.

Expressão cada vez mais bestial.

Sustentei meu olhar no seu com esforço.

Desviei para mirar sua mão sobre o pau.

Voltei a encará-lo.

Ele foi se aproximando devagar como quem tenciona capturar um animal arisco.

Chegou perto até que seu corpo quase encostasse no meu.

Sempre me encarando.

Sua mão roçou a minha novamente.

A eletricidade entre nós parecia palpável.

Passou as costas da mão pela minha perna, de leve.

Levantou a barra do meu vestido, de leve.

Me tocou com a ponta dos dedos por sobre a calcinha, beeeem de leve.

Senti um arrepio que veio desde lá de baixo até a nuca.

– Quero te comer – sussurrou no meu ouvido.

– Também quero.

– Vem.

Entramos no quarto comum…

Loucos. Tarados. Bestiais. Solitários.

Somos.

 

18/07/2017

Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

Sobre Nina G

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Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

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Um Comentário

  1. Olá. Sou amigo de uma amiga sua e adoro saber as coisas que ela me conta. Curte a Vogue não é…..

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