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Como era a Histeria - HISTÉRICAS? NÓS? Só precisávamos de um orgasmo mesmo.

HISTÉRICAS? NÓS? Só precisávamos de um orgasmo mesmo.

Como era a Histeria 254x300 - HISTÉRICAS? NÓS? Só precisávamos de um orgasmo mesmo.Há aproximadamente 130 anos, cerca de 75% das mulheres eram diagnosticadas histéricas.

E o que vinha a ser histeria? Mudanças repentinas de humor, nervosismo, inquietudes, ansiedade, insônia, retenção de líquido, falta de apetite, entre tantas outras coisas.

O tratamento era chamado de paroxismo histérico, sinônimo de “manipulação do clitóris até a chegada do orgasmo”. Uma das maiores contradições na história do sexo está aí, uma vez que muitos médicos dizem que era justamente o orgasmo que provocava o estado histérico. Ou seja, a causa também seria a solução?

Calma, tudo ficará ainda mais bizarro. O tratamento passou a ser indicado para a maioria das pacientes, sendo
que casos mais graves tinham soluções ainda mais drásticas e contraditórias, como a retirada do clitóris ou do útero.

Se o seu grau de histeria fosse considerado “normal”, o tratamento seria ir a um médico semanalmente para que ele manipulasse o seu clitóris até você chegar ao orgasmo, já que a masturbação era malvista, só um médico ou, se a mulher fosse casada, o seu marido poderia ajudá-la.

O problema era que o tratamento exigia do médico um esforço repetitivo e tedioso com a mão que, além de gerar LER (lesão por esforço repetitivo), era pouco rentável, por ser demorado.

Mulheres solteiras, viúvas, casadas, e até freiras, eram aconselhadas a procurar o tratamento. Se por algum motivo não tivessem acesso a um médico, as alternativas eram andar a cavalo, balançar na cadeira de balanço, entre outras técnicas criativas. Porém, NUNCA se masturbar.

Para ajudar os médicos, em 1860, os franceses desenvolveram uma espécie de ducha que prometia fazer a mulher chegar ao “paroxismo histérico” em menos de quatro minutos. O problema era que se tratava de um jato de água mirando direto no clitóris, com bastante pressão. Ou seja, dava mais dor que prazer!

Faradic galvanic toning 1909 196x300 - HISTÉRICAS? NÓS? Só precisávamos de um orgasmo mesmo.O primeiro vibrador mecânico à pilha foi inventado só 20 anos mais tarde. Somente os médicos podiam usá-lo e o trabalho começava a ser menos desgastante fisicamente. Assim que a eletricidade entrou em campo, vários modelos de vibradores começaram a surgir, mas indicados somente para uso médico.

Enfim, como a massagem com a própria mão na vulva não era permitida, em 1902, a Hamilton Beach fabricou o primeiro vibrador portátil. O aparelho não era pequeno, mas vinha com várias reposições para a “cabeça”, oferecendo estímulos diferentes.

Talvez pelo fato de não ser mais necessário manipular a genitália com os dedos ou, quem sabe, por conta da incrível
oportunidade de se ganhar dinheiro, o vibrador invadiu o lar das mulheres.

Para vocês terem a noção da demanda, ele foi o quinto eletrodoméstico colocado no mercado, depois somente da torradeira, da máquina de costurar, da chaleira e do ventilador.

Amplamente divulgados em revistas femininas e médicas, que os respaldava, os vibradores chegaram, finalmente, até a mulher. Esta ganhou o direito de assumir o seu “tratamento”, e, lentamente, os médicos deixaram de oferecer o serviço.

Mas, como tudo que é bom dura pouco, de repente, a verdade vem à tona nos filmes eróticos, que demonstravam exatamente o real objetivo do vibrador: ter prazer e chegar ao orgasmo.

O artigo até então mais vendido e que tinha lugar garantido nos lares mais respeitáveis entrava na clandestinidade,
deixando muita saudade.

Fico aqui imaginando a cena de nobres mulheres tendo que jogar fora os seus fiéis companheiros, como se fosse um enterro com milhares de viúvas de preto caindo em pranto! Acham que estou exagerando? É trágico mesmo, coitadas!

Você pode ler a história completa no meu livro Vem Transar Comigo.

15/05/17

Tatiana Presser

Psicóloga & Sexpert

Sobre Tatiana Presser

Tatiana Presser
Psicóloga & Sexpert

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