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Hell de Janeiro (Por Nina G)

Hell de Janeiro

 

Achei um gringo no app bem na época em que briguei com o gringo virtual e cancelei minha ida à Europa…

Era um gringo preguiçoso em pleno verão carioca. Dividia um quarto sem ar-condicionado num hostel com outros 7 gringos preguiçosos.

Até então só tinha transado com uma carioca – da qual mal se lembrava porque era carnaval e estava bêbado – desde que havia chegado ao Rio, dois meses antes.

Então fui generosa: falei com ele em inglês. Marquei encontro para uma batida no Oswaldo. Combinei uma esticada na rua dos motéis.

Era um gringo gostooooooso! Uma delícia de tocar e beijar. O primeiro cara bem mais novo com quem eu fiquei. Todo fortinho, lisinho, macio e branquinho.

Firmamos um objetivo de cotar os motéis da Barrinha:

Skorpios: 7,0

Nude: 5,0

Toy: 8,0

O preguiçoso nunca teve ânimo para me acompanhar num passeio de bike na reserva ou stand up em Guaratiba, mas para outras coisas ele era muito bem disposto e nunca dizia não.

Me ensinou o que era “Booty Call”. Gostei do conceito e apliquei várias vezes com ele.

Era um gringo doidão. Gostava muito de álcool e drogas leves. No segundo encontro, disse que se encarregaria da batida. Trouxe numa sacola do Mundial uma lata de cachaça – só gringos acham lata de cachaça no supermercado… – e um suco de soja de uva. Disse que não encontrou suco de côco. Hahaha, gringos não entendem mesmo nada de batida!!

O gringo pegou zica. Talvez não tenha dormido de meia, desobedecendo o dono do albergue. Ficou uma semana de molho…

Ainda convalescente, passou um dia inteiro fumando maconha de má qualidade com outros gringos, trancados num quarto sem janelas do hostel, no calor de 40 graus.

Teve uma bad trip e entrou numa de que eu era algum tipo de serial killer que estava esperando a primeira oportunidade para sequestrá-lo, trancá-lo num quarto escuro e pedir resgate à sua família gringa. Achou que eu estava mancomunada com meu ex-marido.

Desenvolveu essa desconfiança porque uma vez me ouviu dizer “Beijo, tchau” no telefone. Gringos não conseguem conceber “Beijo, tchau”, principalmente quando se conversa com um ex.

Minha história de quase ter atravessado o Atlântico atrás de outro gringo também contribuiu para que ele achasse que eu talvez fosse uma stalker…

O gringo doidão e desconfiado me bloqueou no whatsapp e seguiu sendo paranóico por mais de uma semana. Até que foi a um desses cultos em que se toma chá alucinógeno. Gringos doidões adoram esse tipo de coisa. Vão pela droga e não pelo culto. Pois ele tomou o chá e teve uma revelação divina de que eu era gente boa.

Depois me contou quando me procurou na véspera de ir embora, para um last round.

Dessa vez fez reserva num hotel. Precisava de uma boa noite de sono antes de empreender o longo caminho de volta…

“Rio is definitely not for beginners!”

O Rio definitivamente não é para iniciantes…

23/02/17

Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

Sobre Nina G

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Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

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2 comentários

  1. Adorei essa cronica tb … soh pra variarMe surpreende sempre com seu jeito de escrever e colocar as palavras ….viajo e me imagino sendo vc

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