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Epidemia Silenciosa – O Acesso dos Jovens ao Pornô

Epidemia Silenciosa – O Acesso dos Jovens ao Pornô

Um estudo feito pela National Society for the Prevention of Cruelty to Children (NSPCC), Inglaterra, observou que apesar de 27% da reação inicial do jovem ao se deparar com um conteúdo pornográfico online seja de choque, este número vai diminuindo conforme a exposição ao material aumenta.  Muitas vezes, na segunda vez que visualizam o conteúdo, esse número diminui para 8%, ou seja, fica cada vez mais natural a sua aceitação.

Pode até ser que o simples contato esporádico com a pornografia, em uma idade tênue, não tenha consequências graves na vida da pessoa. Podemos observar isso com gerações recentes, a maioria dos homens de 40 anos hoje se deparou com uma playboy do pai, amigo ou até subornou o jornaleiro, no passado. A diferença está no conteúdo, naquela época tratava-se de imagens de mulheres nuas, no máximo transando. A maioria não tinha um acesso fácil, muito menos frequente, a vídeos pornôs e mesmo os poucos que tiveram um acesso maior, caíram na mesma questão do conteúdo.

Em geral funciona assim: se o jovem teve a sorte inicial de se deparar com conteúdo mais “normal”, ou seja, sem fetiches chamativos, ele tende a continuar explorando e, inevitavelmente, irá se deparar com conteúdos cada vez mais pesados. Quando nos referimos a conteúdo mais “pesado”, trata-se de cenas BDSM (sadomasoquismo), fetiche com objetos, animais, urina, fezes, violência, gang bang, choocing, morte etc.

O sentimento de culpa pode fazer com que o jovem tenha a sensação que vive uma vida dupla, parte dela ao vivo e parte virtualmente. O medo de ter um segredo que ninguém pode descobrir é forte. O fato de não conseguir controlar a obsessão pelo conteúdo, fazendo com que mergulhe de forma cada vez mais profunda nas descobertas virtuais, faz com que a sensação de não ter controle sobre o seu hábito fique cada vez maior, consequentemente, fazendo com que aumente também a sensação de não ter controle sobre a sua vida.

Explorar a sexualidade na infância e adolescência é completamente normal, ficar curioso em observar o corpo nu, seja espiando pela fresta da porta, revistas e até vídeos é completamente normal e até saudável. O problema acontece quando a curiosidade natural, sem querer, promove um encontro com um conteúdo sexual da qual nenhum jovem ainda está preparado para absorver.

A sexualidade do indivíduo é desenvolvida com o tempo, observar o corpo nu, como falamos, não é sinal de uma criança pervertida, é um instinto natural. Mas, ver cenas com os temas mais pesados modifica a forma com que o jovem enxerga a sexualidade e aí o seu desenvolvimento nesta área não é mais natural, e as consequências começam a aparecer.

 

Tatiana Presser

Psicóloga & Sexpert

Sobre Tatiana Presser

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