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Contos Eróticos: Histórias de swing #5

 

Contos Eróticos – Histórias de Swing #5

– Por que você não pode me dar uma chance? – me perguntou um cara, outro dia.

– Gosto dos que são inquietos, têm dúvidas, fragilidades, desejos secretos urgentes. O simples canalha como você não me dá tesão…

Eu e P nos encontramos numa terça-feira às 23h40 na Central e fomos para o único clube aberto naquele dia.

Meia dúzia de casais. Alguns solteiros.

Reparei num cara magro, de aparência frágil. Parecia mais velho que eu. Cabelos encaracolados, meio grisalhos. Os olhos talvez fossem verdes. O olhar era gentil e desamparado. Ostentava uma pureza incomum em lugares como aquele.

Entrei numa cabine com o P, pra aquecer.

Eu estava em pé, com as pernas ligeiramente afastadas, os dedos de P trabalhando entre elas.

Senti algo tocando meu joelho. Olhei assustada. O tal cara do olhar gentil me acariciava através do pequeno buraco na parede.

Tirou a mão na hora, assustado com meu susto. Nos observamos no escuro, sérios, seu rosto na moldura redonda do buraco.

P me virou contra a parede oposta e me comeu por trás, com vontade.

Passaram-se algumas horas de idas, vindas e encontros praticamente às cegas nos escuros e intrincados labirintos da casa.

Já eram mais de 2h30 e estávamos dando a última volta antes de ir embora.

– Desculpem incomodar, posso fazer companhia? – Era Olhar Gentil.

Olhei pra P, que disse:

– Pra mim, não… Mas se ela quiser, podem ficar à vontade, eu espero.

Não me sentiria confortável com aquela situação então declinei, sorrindo com simpatia, e disse que já estávamos de saída.

O outro justificou, se dirigindo somente a P, por respeito ou timidez:

– Olha, desculpe, é que fiquei muito encantado com ela. De verdade. Achei uma graça… Queria que a gente se conhecesse, trocasse um carinho. Não precisava nem transar…

Não me chamou de gostosa.

Não queria me comer (necessariamente).

Disse que eu era encantadora e queria me dar carinho…

Senti uma ternura infinita por aquele cara!

Quis levá-lo a um dos cubículos, deitá-lo no meu colo, fazer cafuné nos seus cachos, escutá-lo contar a história de como terminava sua noite de terça-feira sozinho e desamparado num lugar como aquele.

E, se a gente transasse, seria bem devagar, com muita calma, carinho e intensidade, ainda que tivéssemos acabado de nos conhecer.

E seria bom…

Mas não fiz nada disso. Me desculpei afetuosamente e fui embora.

Dei pra muitos que cruzaram o meu caminho nos clubes, esbanjando sua virilidade e nada mais. O tesão tendo sido gerado mais pela situação e o ambiente do que por mérito deles.

Mas disse não ao único que se propôs a me dar carinho de verdade.

Gosto da excitação desses lugares. Me proporciona, além do prazer físico, uma fonte de inspiração imensa.

Mas ali não há espaço pra ternura.

E nesse dia, de repente, senti uma falta absurda de trocar ternura.

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Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

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