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Contos eróticos por Nina G A vida é bela - Conto Erótico - A Vida é Bela (Apesar de...)

Conto Erótico – A Vida é Bela (Apesar de…)

Conto Erótico – A Vida é Bela (Apesar de…) Uma típica tarde de verão carioca, 75 graus à sombra. Ele insistiu que eu fosse à sua casa.

“Vem abusar de mim, serei seu escravo” — brincou.

Eu tinha um compromisso em Botafogo, aproveitei a viagem para conhecê-lo.

Seu rosto não era desagradável, mas o corpo denotava um certo desleixo, uma certa postura de derrota.

Ele não parecia gostar de conversa mas, pensando em retrospecto, também não parecia gostar de várias outras coisas, tipo seu trabalho, sair de casa, mulheres, sexo, a vida de uma forma geral… Era exatamente o que descreveu no seu perfil só que, assim ao vivo, não tinha agilidade ou habilidade social para fazer aquilo soar engraçado.

Em aproximadamente quatro minutos e 35 segundos, gozou no meu rosto me chamando de vaca.

Durante os últimos 35 segundos, fechei os olhos e recebi a chuva de pingos brancos,  grossos e viscosos que tombaram aqui e ali, em câmera lenta, quentes como a temperatura lá fora, enquanto pensava em como era bom não ter cruzado a cidade só praquilo…

E pronto.

Uma vez me relacionei virtualmente por alguns dias com um francês sadô-masô. Ele dizia que não se tratava de agressão, e sim de uma prática, que poderia consistir em me ver enfiar seu pau bem no fundo da garganta até (quase) sufocar. Ou em me bater no ponto exato que machucasse mas que não deixasse marcas.

Ele queria me ver sofrer em igual medida a que gostaria de me fazer gozar. E depois poderíamos ir ao cinema alegremente de mãos dadas e dormir de conchinha.

Esse cara daqui também tinha aparentemente desenvolvido sua própria prática sexual. Não tinha nenhuma intenção de me fazer sofrer. Nem gozar. Nem ir ao cinema de mãos dadas e muito menos dividir sua cama. Ele só queria me humilhar sutilmente enquanto se aliviava. Só queria se vingar de leve por alguma frustração sua cuja culpa certamente não era minha. Desde que fosse bem rápido e pudesse voltar a beber sua cerveja enquanto conversava desanimadamente sobre o mercado de trabalho.

Outro dia escrevi que gostava de casual, desde que fosse real. Deixo aqui uma nota sobre isso: esse tipo de realidade eu dispenso. Crua demais pra mim. Gosto de carinho, calma e cumplicidade.

Mas tudo bem. Fora daquele apartamento, a vida seguiria seu curso normal…

A São Clemente ainda daria mão para a Lagoa enquanto a Voluntários correria em direção ao mar.

O sol continuaria castigando minhas costas cariocas por mais algumas horas. E me acompanharia por toda a longa caminhada até a estação do metrô.

Meu celular acusava uma mensagem do ucraniano e um e-mail do Zé, que eu poderia calmamente responder ao longo do trajeto de volta, além de ler, escrever e ouvir música.

E, acima de toda e qualquer outra alegria que pudesse me acometer, o ar-condicionado da linha 4 do metrô me receberia de volta, bombando como sempre, para alguns minutos de êxtase climático!

A vida é bela, sim senhor!

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Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

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