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Colunista Convidada – Nalini Narayan

Nalini Narayan

O ÚLTIMO GRITO FEMINISTA

Um relacionamento não é uma troca de favores onde a moça dá o sexo pelo namoro e o rapaz dá o namoro pelo sexo. As pessoas precisam verificar se tem química. Química significa que o homem e a mulher estão em sintonia o suficiente para que gozem pela penetração. Temos de repetir ad infinitum que a “história de amor” não é metafísica, tudo começa com “o-seu-pênis-bombeando”. Cada vez mais temos informações sobre sexo, mas o tabu da penetração persiste. Nós queremos existir em uma sociedade que favoreça o crescimento e a qualidade de vida das pessoas e não assistir ao espetáculo de degradação de mulheres fazendo um esforço danado para agradar os “bois mansos”, castrados e recalcados machinhos da classe média. Ô classe detestável… vidas desinteressantes são investigadas à exaustão. Um festival de horrores é nascer, viver e crescer nesse círculo do meio. Ainda vemos um montão de mulheres que nunca tiveram um orgasmo penetrativo, nem sabem que isso existe. E, quando o homem faz um sexo oral, já se acha um herói. O sexo, a sensualidade, o erotismo ainda são assuntos para casais muito bem casados, frequentadores de sex shops, casas de swing, clubes sadomasoquistas etc. A realidade de mulheres solteiras é bem outra. Quando somos, ou temos alguma amiga nesta condição, já nos acostumamos a conviver com as lamentações sobre as mesquinharias das futuras sogras, a eterna investigação sobre a decência das noivas. E os homens? Só na retaguarda da discriminação de suas próprias mulheres, suas próprias escolhas. Mas, segundo alguns, elas merecem tal tratamento vil, pois são megeras indomáveis, em busca de grana e status social. O fato é que se somos legais e não cobramos nada do homem, ele não dá valor à transa “fácil”. Se, por outro lado, cobramos o nosso preço bem alto (um michê disfarçado), eles também não dão valor. Felizes são as garotas de programa. Elas sim sabem se fazer respeitar! À mulher comum resta imitar os trejeitos e jeitos dessas raparigas desinibidas. Mas tudo de leve, com “muita classe”, um espetáculo de quinta categoria. Não dá nem gosto de sair de casa para presenciar esse circo. Encontros pré-moldados, discriminatórios, reacionários, burgueses, onde o que está sendo verificado é se o rapaz tem um bom emprego e se a moça é de uma boa família. Eis o besteirol da middle-class. Ninguém transgride nada, não existe amor de verdade, superação de obstáculos nem de preconceitos sociais. Não, não existe nada, é o total vazio existencial, a total falta de virtudes éticas. A lição que eu aprendi como mulher é que eles gostam de pagar, e gostam de pagar bem caro. Uma moça que queira casar tem de ser discreta, sorrir (nada de gargalhar), falar baixo, ter vergonha de “assuntos polêmicos”, ter cabelos castanhos, usar pouca maquiagem, não sensualizar! Porcos chauvinistas. Esse é bem o resumo do que a minha mensagem tem a dizer, são todos porcos chauvinistas. Talvez se salve algum mais intelectualizado. Em São Paulo, vejo que existe uma onda mais libertária, mas no Rio a situação é calamitosa, não tem pra onde correr, são cachorras e cachorros se engalfinhando. Então, galera, essencialmente é isso que eu tenho a dizer: se a gente quiser ver um cenário melhor a solução é mudar. Se mudar, se esconder no interior ou ir pra Paris. O último grito feminista: Exigimos pir*cas duras e eficazes!

03/08/2016

 

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Nalini Narayan

Nalini é escritora e filósofa, autora dos livros Confissões Sexuais de Nalini N. e Fêmea Alfa

Sobre Nalini Narayan

Nalini Narayan
Nalini é escritora e filósofa, autora dos livros Confissões Sexuais de Nalini N. e Fêmea Alfa

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