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Colunista Convidada – Marcia Gori

Márcia Gori

EU TRANSO, TU TRANSA E ELES TRANSAM

É comum depararmos com cenas em nossas ruas que nos chamam atenção. Ora pela improbabilidade da coisa realmente estar acontecendo, ora por situações grotescas, mas o que vamos falar hoje aqui será das improbabilidades, mesmo porque as grotescas são desagradáveis de ficar falando.

Quantos de vocês já não se depararam com pessoas em cadeiras de rodas ou outro tipo de deficiência trocando olhares de paquera, beijando, grávidas? Acredito que foram inúmeras vezes e qual o sentimento que vem nessa hora? Surpresa, revolta, nojo ou alegria? Muitos dirão que acharam normal, bonito de ver o amor em sua totalidade, mas será mesmo?

O sexo ou sensualidade na deficiência ainda é um tabu, haja vista que a visão social ainda seja assistencialista ou capacitista (é um termo utilizado para descrever a discriminação, opressão e abuso advindos da noção de que pessoas com deficiência são inferiores às pessoas sem deficiência.), como senão fossemos capazes de sentir ou dar prazer a outra pessoa. Por séculos fomos discriminados pelas nossas deficiências e limitações, até porque a sociedade não compreendia nada sobre o assunto, sendo assim por ignorância, o que não é entendido cria-se o preconceito e exclusão.

A nossa sexualidade ainda não é vista como algo normal, porque estamos saindo da fase angelical ou infantilizada, haja vista que anjos e crianças não têm sexualidade e não fazem sexo… Uau!!! Será que realmente as pessoas pensam assim que somos isso? Pior que pensam e nos vêem assim, algumas se sentem constrangidas, indignadas quando se deparam com nossos namoros ou gravidezes, não deveriam se sentir assim, mas vejo isso com normalidade, mesmo porque ninguém é obrigado entender tudo ou aceitar, porém o respeito é obrigatório por fazer parte da boa convivência social.

Ahhhhhh!!! Mas vamos discutindo esse assunto com tranqüilidade, porque ele tem várias nuances e quero que todos venham participar me trazendo dúvidas e também histórias, o que acham? Gosto de um bom bate papo ainda mais quando o assunto é sobre sexo, é bom ouvir as pessoas e escrever sobre esse tema… Então vamos iniciar os jogos!!!

15/08/16

                                                                                                                                                                                                                                                                                   Outros Colunistas Convidados:

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Márcia Gori

Márcia Gori é bacharel em direito, presidente-fundadora da Ong “ESSAS MULHERES” e palestrante sobre Sexualidade, Deficiência e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência

Sobre Márcia Gori

Márcia Gori
Márcia Gori é bacharel em direito, presidente-fundadora da Ong “ESSAS MULHERES” e palestrante sobre Sexualidade, Deficiência e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência

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7 comentários

  1. entrei neste site achando que era conteúdo de sacanagem, mas um artigo com este, me mostra que é exatamente o contrário. Muito sério e interessante, parabéns.

  2. É isto ai “perua”, adorei e continuarei lendo….Parabéns.

  3. Muitíssimo bom esse artigo preliminar. Que venham outros. Parabéns!! Assim, todos aos poucos vão compreendendo que a nossa deficiência não é a questão impeditiva , mas os padrões é que se constituem no grande vilão a serem extirpados!!!

  4. Descobri o conceito de “coisas e lugares serem deficientes”, não as pessoas… Uma calçada mal feita, um veículo sem condições de uso para qualquer tipo de pessoa, bem como banheiros, dormitórios, espaços públicos, etc.. Há um preconceito velado sobre o deficiente e isso trava as ideias das pessoas. Eu chamo pessoas que não possuem esse discernimento de “padronetes”. Tudo precisa obedecer um certo padrão. Seres humanos são os seres que aperfeiçoaram a habilidade de reconhecer um padrão, fez com que conseguissem manipular as adversidades do mundo, principalmente adaptações climáticas que são aliadas da subsistência da espécie, pois outros seres inevitavelmente acabam por se extinguir justamente por não poderem controlar os problemas causados pelo clima. Reconhecer um padrão é uma bênção e ao mesmo tempo um calvário… Pensar fora da caixa, pensar em maneiras de construir um mundo pleno em que qualquer pessoa possa usufruir de tudo é um desafio. E quando o assunto é sexo ainda temos a barreira da ideologia herdada das religiões que não se preocupam em nada no que diz respeito à saúde sexual. Algumas ideologias inclusive procuram sobrepujar o tema e tratam como se fosse algo proibido, sujo ou banal, que a plenitude do ser humano não passa pela sexualidade… Erros que incomodam quem quer pensar da forma correta. Deficiência e gravidez por exemplo é um estado em que a pessoa se encontra. Mesmo que seja permanente, este estado não elimina os outros âmbitos de ser devidamente um ser humano. Parabéns pelo currículo e pelas ferramentas que você busca para fazer com que consigamos pensar de forma melhor, mais acertiva e completa. São pessoas como você que fazem a diferença no mundo contemporâneo e que proporcionam à todos, sem exceção, a parar e pelo menos pensar sobre o assunto e quem sabe enxergar com outros olhos, perceber que todo mundo pode tudo!!!

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