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Amamentação e Sexo – Como conciliar?

Amamentação e Sexo – Como conciliar? No início do mês (01 a 08/08) aconteceu a Semana Mundial do Aleitamento Materno, mais conhecido como Agosto Dourado. E o que isso tem a ver com sexo? Embora em um primeiro momento não pareça, esse assunto tem um impacto direto na vida sexual dos recentes pais de um bebê.

Pode parecer lógico a mãe de um recém-nascido não querer transar, mesmo depois do período de resguardo, que dura entre 40 e 60 dias sem sexo, e serve para que o útero “volte a sua forma antes da gestação” (se este período não for respeitado, a mulher pode se machucar ou desenvolver infecções).

Cansaço físico, devido a falta de um sono contínuo e restaurador, sobrecarga emocional, falta de tempo para depilar até o sovaco, cheiro de golfo e leite escorrendo pela mama. Sim, a sedução passa longe e a exaustão se faz presente. Mas você sabia que uma das principais causas da falta de libido não são as mencionadas acima, e sim as impactantes alterações hormonais?

Existem dois hormônios relacionados a amamentação que vão influenciar a vida sexual do casal: o aumento da prolactina, hormônio responsável pela produção do leite, que abaixa a libido e afeta a vontade de transar, pois inibe a ovulação; e a diminuição de concentração do estrogênio no organismo, que provoca um ressecamento vaginal, ou seja, a mulher fica sem a sua lubrificação natural, o que gera bastante desconforto durante a penetração.

Segundo a ginecologista Janaína Harfush, no site da marca de fraldas POMPOM, “Quando a placenta é expelida durante o parto, existe uma queda brusca nos níveis de hormônios, principalmente os produzidos por ela”. E não fica só nisso, a fisioterapeuta Uroginecológica, Nina Morena, ainda complementa, “fatores emocionais, como preocupação em ser uma boa mãe e suprir as necessidades do bebê, fazem com que a atenção da mulher fique toda voltada a essa nova tarefa e acabe deixando a relação com seu parceiro um pouco de lado. Também há a fraqueza da musculatura do assoalho pélvico”, que fica sobrecarregado, durante a gestação, com o peso do bebê.

Aliado a tudo isso, Nicolau D´Anico Filho, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano (SP), ressalta a autoestima, que fica um pouco comprometida, devido a barriga ainda inchada, o tamanho dos peitos, as olheiras, estrias e falta de tempo para se cuidar. É uma fase em que a mãe se desliga completamente de si, focando na adaptação e cuidados do bebê.

 Confira algumas dicas dos profissionais para burlar essa estiagem sexual:

1 – Fazer exercícios para fortalecer a musculatura pélvica e, consequentemente, ter mais prazer na relação sexual;

2 – Arrumar um tempinho para si e fazer as coisas que gostava de fazer antes do bebê;

3 – Aceitar o corpo como ele está, ou é;

4 – Reservar um tempo livre para dedicar ao parceiro e conversar sinceramente sobre o assunto;

6 – Esclarecer todas as dúvidas com o médico obstetra;

7 – Não abrir mão das preliminares e usar um lubrificante a base de água;

8 – Transar após a amamentação, assim o peito estará vazio, e não ficará pingando, e o bebê estará dormindo, dando mais liberdade ao casal.

9 – A atividade sexual estimula a lubrificação e elasticidade da vagina, ou seja, é importante voltar com ela.

10 – Alguns estímulos podem ajudar como beijar, abraçar e trocar carinho com o parceiro, relaxar escutando uma música juntos.

O que é a Semana Mundial de Aleitamento Materno?

Segundo a Fiocruz essa semana faz parte de uma história mundial focada na Sobrevivência, Proteção e Desenvolvimento da Criança. Os seus objetivos são:

INFORMAR – sobre o modo como a amamentação está ligada à boa nutrição, segurança alimentar e redução da pobreza.

VINCULAR – amamentação dentro da agenda de nutrição, segurança alimentar e diminuição da pobreza.

ENVOLVER-SE – com indivíduos / organizações que trabalham nessas questões.

MOTIVAR – ações para promover a amamentação como parte das estratégias de nutrição, segurança alimentar e redução das desigualdades.

A amamentação previne a fome e a desnutrição em todas as suas formas e garante a segurança alimentar dos lactentes, mesmo em tempos de crise. Sem um ônus adicional sobre o rendimento familiar, a amamentação é uma maneira barata de alimentar crianças e contribui para a redução da pobreza.

Nutrição, segurança alimentar e redução da pobreza são fundamentais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

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Andréia Homem

Andréia é Jornalista, Redatora, Consultora de Empoderamento, Curiosa e Discípula da Tatiana Presser.

Sobre Andréia Homem

Andréia Homem
Andréia é Jornalista, Redatora, Consultora de Empoderamento, Curiosa e Discípula da Tatiana Presser.

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