Comente

Manu

Visuel carrousel dossier Ou sortir le soir a Paris 740x380 C DR - Manu

Manu era um francesinho de 27 anos que morava num subúrbio de Paris.

Conheci através de um app gringo num momento em que nada acontecia na minha vida real.

O cara com quem eu vinha transando nas últimas semanas deu uma surtada e brigou comigo bem no dia em que Manu e eu trocamos o primeiro gif animado de putaria.

“Ele veio aqui, discutiu, e foi embora sem me comer!”

“Que tipo de maluco faz isso??!”, respondeu Manu, indignado.

Ele me iniciou na arte dos vídeos.

Foto era só a entrada.

E, como bom francês, gostava de refeições com várias etapas.

Para excitá-lo, tinha que ter movimento. Ser molhado. Fazer barulho. Dedos entrando e saindo.

E, de preferência, cara de puta.

“Ah não, o rosto eu não mostro”

“Ah, tudo bem… mas então põe váaaaaaarios dedos pra mim…”

Ele tinha uma fantasia de me comer no banheiro, em pé, de costas, mãos espalmadas contra o ladrilho da parede.

Então fiz um vídeo longo, no banheiro aqui de casa, em que baixava minha calcinha, bunda arrebitada para a câmera, abria as pernas na largura dos ombros e me tocava, deixando alguns dedos ocasionalmente deslizarem pra dentro. No final, virava de frente e me oferecia, molhada e macia, sob todos os ângulos.

Manu perguntou se eu queria que ele filmasse sua reação.

“Mais oui!!”

Algumas horas depois, recebi sua réplica:

Ele assistia ao meu vídeo num tablet que estava sobre a mesa. Uma das mãos segurava o celular, que registrava tanto a ação que se passava na tela do tablet quanto a ação de sua outra mão, que deslizava sobre seu pau com a destreza que só a pessoa consegue aplicar em si própria.

Manu sussurrava em francês um monte de baixarias que soavam como música para os meus ouvidos e me faziam molhar de novo. Quando, no final do filme, eu me virava de frente, Manu gemia profundamente, “Ahhh, putain”, e jorrava seu gozo, deixando cair uma gota espessa sobre a tela do tablet.

O meu orgasmo veio algumas horas depois, na cama, antes de dormir, com meus dedos passeando novamente pela superfície molhada e macia, minha imaginação ligada em Manu, depois de ver e rever, ouvir e reouvir seu vídeo-resposta, e a sensação gostosa de me sentir gostosa como uma atriz pornô.

Essa experiência de putaria metalinguística foi uma das mais intensas que já fiz. Parece simples, mas nunca mais consegui reproduzi-la de forma tão excitante, nem com outro cara, nem com o próprio Manu.

Depois de três semanas de loucas experiências virtuais, mas sem transar de verdade, já estava seriamente precisando dar e saí com um cara que encontrei num app.

Foi uma delícia: depois de alguns chopes num bar, já loucos de tesão, fomos à sua casa. Ele pôs velas no quarto, espalhadas pelo chão, e música suave. Nos fizemos massagem e transamos lentamente, dando pausas para conversas, enroscados um no outro, e trocando muito carinho que, à medida em que se intensificava, nos impelia a recomeçar…

No dia seguinte, Manu ficou azedo e cheio de ciúmes inconfessos quando lhe contei, a pedidos, sobre a minha noite:

“Ele te comeu de costas contra a parede?”

“Não…”

“Então esse cara é um merda!”

Meu lance virtual com Manu tinha sido intenso e prazeroso, mas rachou – e nunca mais voltou a colar direito – ante a realidade avassaladora de uma transa ao vivo bem dada.

29/01/2018

Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

* Você pode usar tags e atributos do HTML.

O E-mail é opcional.