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Histórias de Swing #3 (Por Nina G)

Logo na entrada, me interessei por um casal.

Ele: uns 35 anos; cabelos escuros, curtos; barba bem aparada; camiseta preta, justinha; braços fortes – na medida certa – e tatuados.

Ela: menos de 30; magra; delicada; lisos e longos cabelos pretos.

Bonitos e charmosos.

Boa onda.

Queria me divertir com eles.

Entrei com os meus amigos num quarto em que havia uma grande cama no meio e sofás em volta. Me distraí com bocas e mãos, peitos e paus, que foram aos poucos se somando aos nossos próprios. O tempo passou sem que eu percebesse e o quarto ficou cheio.

Quando num momento de pausa olhei ao redor, lá estavam eles:

Braços fortes – na medida certa – e tatuados;

Lisos e longos cabelos pretos…

Ele tinha as costas apoiadas na parede e a abraçava por trás. Assistiam àquilo quase com indiferença, como quem assiste a um show de música ao vivo num barzinho. Às vezes sorriam e comentavam entre si.

Já no final da noite, após idas e vindas pelos diversos ambientes do lugar, voltei cansada para o mesmo quarto do início, esperando meus amigos.

Sentei na pontinha da cama e fiquei olhando.

No sofá do canto, lá estavam:

Braços fortes – na medida certa – e tatuados;

Lisos e longos cabelos pretos…

Sempre sozinhos. Sentados.

Eles observavam a atividade na cama. Eu os observava.

Ela abriu discretamente o fecho éclair da calça jeans dele.

Botou o pau pra fora.

Suas mãos eram pequenas. Seus movimentos, delicados. Entre os dois, agora, devia rolar uma conversa um pouco mais quente. O nariz dela roçava carinhosamente a barba dele quando ia comentar alguma coisa em seu ouvido. A mão subindo e descendo pelo pau com cadência e ternura.

Eu observava. Com vontade. Quis ir lá falar com eles, acariciar aquele pau e colocá-lo na minha boca. Nós duas faríamos isso juntas…

Ela cansou.

Ele assumiu o trabalho de tocar uma.

Eu continuei observando.

Suas mãos eram fortes e bonitas. Adoraria sentir o calor dessas mãos no meu corpo. Suas tatuagens dançavam ao ritmo do movimento do braço. Os músculos contraídos sobressaíam através da camiseta preta justinha.

Quis apoiar um joelho de cada lado das coxas dele, no sofá, e lentamente sentar, subindo e descendo, uma mão segurando na nuca dele, outra na dela, por baixo dos seus longos cabelos pretos.

Puxaria seu rosto pra mim e a beijaria na boca, devagar.

Ele então passaria um braço em torno de mim, outro dela, e nos beijaríamos os três enquanto eu subia e descia…

Mas, ao contrário de boa parte das pessoas ali, a onda deles era só deles, então me contive.

Aos poucos eles começaram a conversar com mais descontração e ele continuou tocando uma distraidamente, quase sem perceber.

Até que também cansou.

Guardou o pau de volta sem gozar.

Levantaram e foram embora.

Tinham observado o suficiente e partiram satisfeitos.

E eu que tanto observei quanto fui observada; toquei e fui tocada… não saí totalmente satisfeita.

Porque cismei de me interessar por eles:

Braços fortes – na medida certa – e tatuados;

Lisos e longos cabelos pretos…

O único casal que não se interessou por ninguém naquela noite.

Nem por eles mesmos.

18/12/2017

Nina G

Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

Sobre Nina G

Nina G
Nina tem 40 e poucos anos e é separada. Atualmente dedica boa parte do seu tempo a se divertir, acumular novas experiências e escrever sobre isso.

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