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Afinal… Não somos todos animais?

No livro Biological Exuberance: Animal Homosexuality and Natural Diversity (Exuberância Biológica: Homossexualismo Animal e Diversidade Natural) de Bruce Bageihl, da universidade de Wisconsin, o autor explica como o comportamento homossexual tem sido muito bem documentado em mais de quinhentas espécies diferentes de animais e ainda acrescenta que está presente em muitas outras além das já estudadas. Isso inclui fêmeas e machos, não se limitando apenas ao ato de penetração entre dois machos, mas incluindo estimulo oral e/ou manual também. Muitos, porém não todos os comportamentos podem ser definidos como bissexuais pelo simples fato do macho procurar a fêmea (ou vice e versa) para fins de procriar. Em muitas espécies esse é o único momento que acontece o contato “heterossexual”, ou seja, se o fim não for procriação a atividade sexual se limita à parceiros do mesmo sexo. E em algumas espécies se observa a construção de um vinculo emotivo homo-afetivo, em especial entre os machos em cativeiro.

Como intelectual, meus estudos muitas vezes voltam para o reino animal, até porque nós somos animais! A evolução é fonte de muita informação para entender o desenvolvimento sexual do ser humano (animal), não seria diferente em se tratar de homossexualismo. Tudo bate perfeitamente, ou seja, como muitos irmãos de outras espécies, os humanos também fazem sexo homossexual e tem relações homoafetivas. Mas, para variar, entre os humanos a questão vira problema. Os animais convivem perfeitamente com essas várias vertentes da sexualidade. Já os humanos trazem conceitos estabelecidos por intelecto de alguns e colocam como regra para todos, fazendo nossa vida infinitamente mais difícil. A homofobia não existe no reino animal, só entre os homens, e isso não faz o menos sentido!

 

Tatiana Presser

Psicóloga & Sexpert

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